Eu quero dizer tudo, e não consigo dizer nada.
Eu quero chorar tudo, e não consigo chorar nada.
Eu quero ser tudo, e no fundo,não sou nada.
Sou nada e nada sou.
Tristeza esmagadora é algo arrebatador, verdade seja dita.
E a minha alma poética, pendente de mera mortandade, guincha por liberdade.
Benditas sejam as almas.
Benditos sejam os limites questionáveis do tempo.
Bendita seja a minha moralidade e aliável loucura.
Pois para mais, não sei o que digo, muito menos o que cá está a ser escrito.
Aliás, haverá alguém que o saiba?
Uns julgam que sabem.
Outros fingem saber.
E os honestos, sabem mais do que certam em não saber.
Suponho que a ignorância seja o maior conhecimento possível a adquirir.
Ofereceria minha alma de bom grado para ser ignorante.
Para ser feliz.
