terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Perder-me a mim mesma.

Vejo o oceano...e a imensidão do azul fascina-me,e a luz do sol que se encontra naquele momento baixo encandeia-me os olhos.
De repente algo de origem negra,grande e pesado,puxa-me por um braço,arrastando-me até à margem,fazendo-me mergulhar segundos mais tarde.
Luto com todas as minhas forças para sair daquele oceano negro,que outrora tinha sido tão azul e esbelto.
Mas tudo o que parece,não é.E era o caso daquele oceano tão belo que de repente tinha revelado o seu lado obscuro.
Á medida que ia lutando para sair daquele lugar,fui perdendo as forças.O ar era cada vez mais rarefeito. Finalmente senti aquelas águas obscuras a penetrarem nos meus pulmões.
Tentei ficar acordada,com os olhos abertos.
Visualizei aquela figura obscura e horripilante com os meus olhos,que entretanto começaram a sentir a presença de névoas que atenuavam a minha visão.
Pensei em tudo o que tinha vivido até aquele momento.Ao momento da minha morte.E apercebi-me que na verdade não havia nenhum razão para viver...e ao menos quando morresse não iria fazer ninguém sentir pesar de mim quando falecesse.
Mas o pior foi quando morri,e descobri que a morte é apenas uma migalha no universo.Que há coisas muito piores que a morte.
Como as trevas que todos os dias,todas as horas,todos os segundos,fazem questão de me continuar a engolir e a penetrarem-me nos pulmões,e que faça com que deseje e suplique para que a dor pare. 

SU