Sinto-me Fernando Pessoa. Rejeitando sentimento, sonho, felicidade.
Debruço-me sobre realidade matinal para consciência não perder, e alma não desvanecer.
Questiono o meu lugar e existência tão incerta e subjectiva.
Agonia-me meus medos interiores, demónios pútridos com tal malvadez mórbida , que me fazem cravar unhas na pele.
E tédio diário me faz rir com ironia e ódio para meu ser, pois sei meu lugar e resposta a minha pergunta existencial.
Por fim, embalo-me com relógio ao som de minha pena. Durmo. Esperando, para todo o sempre.
Tic-toc, tic-toc....
