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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Falling rain 5#

Dou por mim a rir-me mais do que o habitual.
A divertir-me como nunca me diverti. Ver a vida como nunca a vi.
Mas, por momentos, a minha véstia consome-me. Os pensamentos chegam como faíscas. Mortais flashbacks.
Mas tu... fazes-me esquecer.
Lutando com o meu ser existencial, batalho interiormente para puder findar contigo.
Sorrindo legitimamente, choro suspiros e esperanças futuras. Ohh, como o amor é esperançoso.Cego.
Como humanos, o quanto somos ingénuos.
Meras crianças vítimas do enredo, corremos. Sentimos o atrito voar por debaixo de tecido humano. Sangue é vertido. Lágrimas esvoaçam. Risos ecoam.
Em meu redor, teus braços acolhem-me subitamente. Não desejo qualquer outra realidade.
Musicalmente ecoam vozes de esperança prometendo um final feliz.
E meu inocente coração finca essa ânsia.
Será existencialmente possível? Um final feliz?
Haverei de encontrar resposta?
Nostalgia, frustração acresce-se em meu mortal peito. 
Momentaneamente, apenas algodão em minha pele e o teu perfume me acalmam.
E dou por mim ,esperançosamente murmurando:

I wish it could be...  forever





S*

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Falling rain 4#

Redondilhas negras contrastam a delicadeza da pele.
Gordas, pesadas e humilhantes gotículas de água escorrem.
Mantendo um monólogo interior, luto contra o ódio que há em mim.
Ninguém entende. Ninguém entende a batalha interior que faço todos os dias. Desde do momento em que coloco um pé fora da cama, até voltar a aconchegar-me nos lençóis.
Ninguém entende como finjo um sorriso, aguento as lágrimas e permaneço inocente, como toda gente espera que seja.
Estou tão exausta....
Tão cansada de tantos anos a odiar-me...
Eu sou a menina que evita os espelhos. 
A menina que usa preto para esconder o corpo.
A menina que não sorri, porque lhe mata faze-lo.
A menina que não fala, porque está ocupada a falar consigo mesma.
E eu não aguento mais...
Eu não quero ouvir mais bocas. Mais o meu nome a circular a sala de aula...
O que eu dava para ter escolhido outra disciplina. O que eu dava para estar noutra turma.
Eu vejo. Eu sinto. Os olhares, as bocas, os risos cínicos.
Eu odeio-me. Eles odeiam-me.
Uma  relação bastante ambígua no entanto mais concreta do que outra qualquer.
Aliás, no fundo não passo de uma falhada.
Por isso entendo. Melhor que ninguém.  Quem sou eu para os julgar...
Mas tudo bem. Amanhã voltarei a fazer o que fiz estes 17 anos:
Levanto-me, visto-me, ponho um sorriso como tudo estivesse bem. 
Sorrio quando tenho de sorrir.
Mando uma piada na altura apropriada.
Finjo-me interessada nos problemas alheios e mantenho-me minimamente atenta às aulas. 
Tenho de ser a amiga perfeita. A namorada perfeita. A irmã perfeita. A filha perfeita.
Não posso errar.
Não posso chorar.
Apenas odiar-me. Secretamente, odiar-me.
Cada pedaço do meu ser cuidadosamente sacrificado.
Não conheço outra realidade. 
Quando penso saber... atingi-me o quanto fraca sou. O quanto ridícula, gorda, feia, sou.

Desculpem.
À minha turma: por ser um fracasso em educação física.
Ao R*: por não ser a namorada que tu merecias ter.
Aos amigos: por me esquecer de datas importantes, por arranjar desculpas para faltar a aniversários e saídas por me odiar tanto e não querer que ninguém me veja.
À minha família: por não ter as melhores notas, não ser a mais bonita. Por não ser a filha perfeita, nem a irmã-modelo que deveria ser.

Desculpem-me, pff.
Eu queria tanto ser perfeita...
Mas apenas foge-me essa realidade.

Desculpem.
Amo-vos.

S*

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Falling rain 3#

Uma nuvem transportadora de uma tal enormidade, assemelha-se aos meus pensamentos...
Chapinho contra as poças, e sinto-me gelar.
O ar torna-se cada vez mais gélido ao ponto da minha pele aproximar-se (ironicamente) da minha cor predilecta - roxo.
Arfando, caminho cada vez mais depressa.
Inequivo-me do que terei de bom. Do que terei para oferecer, que outra não tem.
Sei perfeitamente que não deveria ousar sequer pensar assim.... mas é mais forte que eu.
Dezassete anos de negativismo, de ódio e dor não somem subitamente.
Então,debatendo-me com os meus pensamentos, decido por os auriculares nos ouvidos para abafar o barulho interior.



Sim... Música.... Fora os livros, única salvação.
Mas para ser sincera, talvez o ópio a que Campos recorre não me parecesse tão má ideia...
É então que me penetra abruptamente o som pela alma, e entendo: É a nossa música.
O quanto ridícula eu sou, o quanto sentimental sou, o quanto emocionalmente instável sou.
E eu gostaria tanto de prometer que iria melhorar... Mas tal promessa não ouso selar, pois sei que nunca seria cumprida.
Apenas o simples facto de desvelar os meus pensamentos, é muito mais doloroso que qualquer falacioso jogo preparado pelo psicopata do Saw, que possa ser posto em práctica.

Para piorar, a saudade aumenta.
Sinto-me tão ridícula, tão estúpida, tão... tão eu.

Eu tenho medo. Aliás, tenho fobia.
Tenho fobia de socializar, de me abrir, de me dar a conhecer.
Tenho medo das bocas, dos pensamentos interiores, dos problemas futuros....
Passo-me,de pensar nas inúmeras alternativas!!
É algo que está foro do meu controlo, e isso mata-me!! É algo tão puramente metafísico que dilacera cada partícula do meu ser.
Eu quero controlar.

Quero controlar cada sílaba que diga, cada movimento efectuado, cada sorriso real e fictício, cada reacção,cada impulso, cada pensamento, e até mesmo, cada palavra aqui escrita!
Eu passo-me, fico fora de mim de não saber.... não saber o que fazer...
Habituei-me tanto ao controlo, que qualquer outra realidade me é desconhecida.
Eu não estou habituada... Não estou habituada a esta ousadia de controlo, e por isso mesmo, doí-me colocar toda a minha afectividade sobre uma pessoa.
Mas eu amo-o.
E ele sabe-o.

A única esperança que declaro vivamente, é que termine como qualquer sonho infanta-juvenil: 
Felizes para sempre



S*

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Falling rain 2#

Gotículas de água fustigam contra a superfície vidrada, contrastando com o calor da divisão.
Suspirando-me, diz:
-Encosta-te.
-Eu estou bem assim...
-Estás outra vez a fazer-te de difícil?
-Eu tenho uma personalidade bem controversa...
-Eu digo-te o controversa.
Não sabes olhar para ti,não??
-Sei... até olho bem demais.. aliás, tu é que usas óculos...
- Por isso mesmo, eu é que vejo bem! Quando é que vais ver que és bonita?
-Quando é que vais ver que és lindo?
-Eu sei que sou, e tu, sabes que és?

Odeio quando ele começa com os trocadilhos... (mentiroso , não te achas lindo)

-Acredito sim, quando estou contigo.
Feliz?
-Sim. 
Agora sim.

S*



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Merry Christmas :3


Feliz natal ! ^_^
Quis desejar um feliz natal a toda gente aqui do blog, assim como a amigos e familiares.
Ha, e sim, a imagem foi propositadamente escolhida para este post , porque amo fazer uma maratona de HP no natal!
Ver os filmes (e livros) que me acompanharam durante a minha infância debaixo de uma manta bem quentinha, a comer doces e a partilhar prendas :)

Falando em prendas!!!
Li, Lu e C* desculpem pela não-decoração dos cadernos :´c , mas um dia destes temos de fazê-los!! Visto que supostamente era uma prenda de natal para todas :3

E R* , um GRANDE obrigada a ti e a tua família pelas prendas :´)
Tu sabes que não te devias ter incomodado porque eu sinto que só dou trabalho e despesas :x , mas mesmo assim obrigada :)
Aposto o monte de dinheiro que gastaste em mim... :x
(Mas também não esperas pela demora hehe)

E para finalizar este post, agradeço a cada uma das pessoas que se mantêm aqui do meu lado, sempre dispostas a ajudar-me e a seguir em frente :)

OBRIGADA*
E FELIZ NATAL!!!***

Snowiii*